Dilma alcança a maior intenção de voto em pesquisa espontânea desde julho

De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (11/09)(link is external), a presidenta Dilma Rousseff alcançou seu maior nível de intenção de voto em pesquisa espontânea desde quando passou a ser permitida a realização de propaganda eleitoral, no dia 6 de julho. Mantendo a liderança desde o início, Dilma saiu de 16% e alcançou 28% das intenções de voto neste tipo de pesquisa.

Diferente da pesquisa estimulada, que é quando o entrevistador apresenta uma lista com o nome de todos os candidatos e pede para que o entrevistado escolha um, a pesquisa espontânea, como o próprio nome já diz, acontece quando é pedido que o entrevistado diga espontaneamente o nome do candidato de sua preferência. Na estimulada, presidenta também tem forte liderança e se consolida com 36% das intenções de voto.

Na pesquisa espontânea, Marina Silva, aparece como segunda colocada, mas com uma evolução diferente. Amargando índices que variavam entre 0 e 3%, a candidata ampliou os números dois dias após a trágica morte do seu correligionário Eduardo Campos, quando apontou com 5%. Na segunda pesquisa, realizada cerca de 10 dias após o evento, Marina surpreendeu despontando com 22%. Vale dizer que, por outro lado, a morte de Eduardo não afetou a posição de Dilma nas pesquisas espontâneas.

Perfil do eleitor

Dilma Rousseff lidera a preferência em todas as faixas etárias acima de 35 anos. Entre as pessoas de 35 e 44 anos, 31% votam na candidata petista, assim como 30% entre 45 a 59 anos, e 32% entre pessoas com mais de 60. Marina aparece em segundo lugar com índices entre 20% e 22% nas mesmas faixas. Em relação à última pesquisa, Dilma cresceu ainda 3 pontos entre os jovens de 16 a 24 anos, passando de 29% para 32%.

Desde a última pesquisa, a presidenta apresentou crescimento de um ponto tanto na região metropolitana quanto no interior. Marina, no entanto, não só não cresceu no interior, como perdeu dois pontos nas regiões metropolitanas. Além disso, Dilma teve aumento expressivo nas intenções de voto dos estados do Norte, com 10 pontos a mais do que na pesquisa anterior, e cresceu outro ponto percentual no Sul do país.

Segundo Turno

Na hipótese de haver segundo turno nas eleições 2014, Dilma apresentou crescimento na preferência em todas as faixas de renda, entre 1 e 3 pontos percentuais; Marina caiu na mesma proporção em quase todas, com exceção da faixa que compreende pessoas com renda famíliar de 2 a 5 salários mínimos, na qual não caiu nem cresceu.

Dilma perdeu três pontos no Centro-Oeste, onde Marina ganhou cinco. Por outro lado, a candidata petista cresceu 2 pontos na região Nordeste, também 2 na região Sul e 2 no Sudeste, os mesmos locais onde Marina caiu. Na região Norte, acompanhando o movimento já apontado no primeiro turno, a petista também teve o aumento mais expressivo, chegando a 6 pontos percentuais.

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