Mês: setembro 2014

A vitimização da “nova política”

Como bem declarou Dilma Rousseff, Marina Silva, ao ser chamada para o debate de ideias, assume o papel de vítima e declara que está sendo atacada por seus adversários. E o papel de vítima a que Marina se presta parece ter sido abraçado por setores da mídia tradicional, especialmente com o enfraquecimento da candidatura de Aécio Neves, que hoje ocupa o terceiro lugar nas pesquisas.

No último sábado (13),  a Folha de S. Paulo traz uma matéria que passa longe da pretensa imparcialidade jornalística, dizendo que Marina chorou(link is external) ao saber das críticas feitas por Lula às suas promessas de campanha. Marina (e a reportagem) ainda comparou as supostas ofensivas do PT contra ela com aquelas feitas por Collor contra Lula em 1989. Mais uma vez, vamos relembrar as palavras de Dilma na entrevista que concedeu a colunistas do jornal O Globo “Eu não estou falando mal da candidata, eu estou discutindo os termos políticos postos e propostos por ela em seu programa de governo”. Lula também não fala mal da pessoa Marina Silva. As críticas são referentes ao discurso de Marina, cada vez mais alinhado com políticas econômicas neoliberais, que recua em áreas importantes de direitos humanos e apresenta diretrizes  muito diferentes das bandeiras defendidas pela candidata no passado, bandeiras novas que não se sustentam, diga-se de passagem.

Marina voltou a escorregar na última sexta(12), em entrevista(link is external) à Federação de Indústrias do Rio de Janeiro, quando afirmou pela segunda vez que Chico Mendes fez parte da elite brasileira, porque “elite não é quem tem dinheiro, é quem tem visão estratégica”. A coisa ainda fica pior, já que a candidata declarou que estes ajudaram na transição democrática da ditadura para a democracia. E o descompasso nas declarações vai ainda mais longe. Na mesma entrevista, ao dizer que está sendo caluniada, se comparou a Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul: “Mandela ficou 25 anos na prisão. Vocês se lembram do nome de seus algozes?”. A comparação desconsidera a trajetória pessoal e histórica dos dois personagens: enquanto Mandela viveu em regime ditatorial racista, o Brasil se encontra em democracia plena: a liberdade de expressão é valor caro ao Brasil atual. Aliás, cumpre notar que o debate político e a busca pelo entendimento e pelo consenso sempre foram a força de Mandela.

Não é só a vitimização que Marina pinta para si que tem ganhado espaço nas redes sociais: as idas e vindas do posicionamento da candidata e a negação de posturas anteriores vêm sendo algumas de suas principais características nesta corrida presidencial.  A pergunta que fica é: por que fugir do debate? Dilma tem lado: o lado do povo! E já falou mais de uma vez: “Se a pessoa não quer ser pressionada, ou criticada, não dá pra ser presidente da República. Um presidente não pode mudar de posição de 5 em 5 minutos”.

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Dilma alcança a maior intenção de voto em pesquisa espontânea desde julho

De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (11/09)(link is external), a presidenta Dilma Rousseff alcançou seu maior nível de intenção de voto em pesquisa espontânea desde quando passou a ser permitida a realização de propaganda eleitoral, no dia 6 de julho. Mantendo a liderança desde o início, Dilma saiu de 16% e alcançou 28% das intenções de voto neste tipo de pesquisa.

Diferente da pesquisa estimulada, que é quando o entrevistador apresenta uma lista com o nome de todos os candidatos e pede para que o entrevistado escolha um, a pesquisa espontânea, como o próprio nome já diz, acontece quando é pedido que o entrevistado diga espontaneamente o nome do candidato de sua preferência. Na estimulada, presidenta também tem forte liderança e se consolida com 36% das intenções de voto.

Na pesquisa espontânea, Marina Silva, aparece como segunda colocada, mas com uma evolução diferente. Amargando índices que variavam entre 0 e 3%, a candidata ampliou os números dois dias após a trágica morte do seu correligionário Eduardo Campos, quando apontou com 5%. Na segunda pesquisa, realizada cerca de 10 dias após o evento, Marina surpreendeu despontando com 22%. Vale dizer que, por outro lado, a morte de Eduardo não afetou a posição de Dilma nas pesquisas espontâneas.

Perfil do eleitor

Dilma Rousseff lidera a preferência em todas as faixas etárias acima de 35 anos. Entre as pessoas de 35 e 44 anos, 31% votam na candidata petista, assim como 30% entre 45 a 59 anos, e 32% entre pessoas com mais de 60. Marina aparece em segundo lugar com índices entre 20% e 22% nas mesmas faixas. Em relação à última pesquisa, Dilma cresceu ainda 3 pontos entre os jovens de 16 a 24 anos, passando de 29% para 32%.

Desde a última pesquisa, a presidenta apresentou crescimento de um ponto tanto na região metropolitana quanto no interior. Marina, no entanto, não só não cresceu no interior, como perdeu dois pontos nas regiões metropolitanas. Além disso, Dilma teve aumento expressivo nas intenções de voto dos estados do Norte, com 10 pontos a mais do que na pesquisa anterior, e cresceu outro ponto percentual no Sul do país.

Segundo Turno

Na hipótese de haver segundo turno nas eleições 2014, Dilma apresentou crescimento na preferência em todas as faixas de renda, entre 1 e 3 pontos percentuais; Marina caiu na mesma proporção em quase todas, com exceção da faixa que compreende pessoas com renda famíliar de 2 a 5 salários mínimos, na qual não caiu nem cresceu.

Dilma perdeu três pontos no Centro-Oeste, onde Marina ganhou cinco. Por outro lado, a candidata petista cresceu 2 pontos na região Nordeste, também 2 na região Sul e 2 no Sudeste, os mesmos locais onde Marina caiu. Na região Norte, acompanhando o movimento já apontado no primeiro turno, a petista também teve o aumento mais expressivo, chegando a 6 pontos percentuais.

Com Dilma, o sonho de hoje é a realidade de amanhã #JuventudeComDilma

Muito já mudou com a revolução pacífica dos últimos 12 anos: com Lula e Dilma, educação, moradia e saúde deixaram de ser privilégio de poucos para se tornarem direito de todos. E quem tem mais quer cada vez mais: ano passado, as ruas bradaram por mais participação e espaço para os jovens na política, por direito aos espaços públicos e mais oportunidades. Queremos tudo e queremos agora!

Dilma, que em sua juventude lutou pela democracia brasileira e para permitir aos jovens de hoje direitos e liberdade, ouviu: repetidas vezes, a nossa presidenta reiterou a importância de uma reforma política, de uma mudança no sistema para que todos se sintam representados. Foi ela que sancionou o Estatuto da Juventude, que garante diversos direitos à população entre 15 e 29 anos, com respeito a toda diversidade que essa faixa etária representa. A lei de cotas e programas como o PROUNI, o PRONATEC e o Ciência Sem Freonteiras permitem a milhares de jovens brasileiros o sonho do diploma, de uma especialização ou mesmo de um intercâmbio no exterior. Graças a Lula e Dilma, a periferia brasileira conquistou o mundo.

Precisamos de muito mais, não negamos. Mas também não há como negar que o caminho para um Brasil mais inclusivo e justo está sendo trilhado. sonhar, idealizar e guiar as mudanças; aos governantes, fazer. Por isso, os jovens do Brasil estão com Dilma: só quem já fez muito pode fazer ainda mais. Mais mudanças, mais futuro!

É hoje! Mobilização nacional em defesa do pré-sal!

Nesta segunda-feira (15), às 10h, serão realizados simultaneamente em Recife e no Rio de Janeiro atos públicos em favor do pré-sal, organizados pelaFederação Única dos Petroleiros (FUP)(link is external). Em Recife, a mobilização é em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo de Pernambuco e Paraíba,(link is external) a Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT/PE)(link is external), oMovimento Sem Terra (MST)(link is external) e de movimentos sociais. O ato público de Recife será na rua da sede da Petrobras, em frente ao centro empresarial Center II, no bairro Boa Viagem, próximo ao Shopping Recife e ao Hiper Bompreço. No Rio de Janeiro, o ato será na Cinelândia e contará com a presença do ex-presidente Lula.

O objetivo é alertar a sociedade para os riscos que sofre o projeto de desenvolvimento em curso no país, em função dos ataques contra o pré-sal e a Petrobras. Nos governos Lula e Dilma, o pré-sal já alcançou o nível de produção de mais de meio milhão de barris de petróleo por dia, gerando uma riqueza que será aplicada em educação (75% dos royalties) e na saúde pública (25% dos royalties)(link is external). Nos próximos 35 anos, isso significará R$ 1,3 trilhão em royalties que se destinarão à saúde e à educação dos brasileiros. Isso equivale a mais de dez vezes o atual orçamento do governo federal para essas áreas.

Hoje, os investimentos da Petrobras representam 13% do Produto Interno Bruto (PIB) do país(link is external). Mas nem sempre foi assim. Em 2000, a participação da indústria de petróleo no PIB era de apenas 3%. A Petrobras quase foi privatizada nos anos 1990 e já falamos por aqui que até pensaram em trocar o nome de Petrobras para Petrobrax, para facilitar a internacionalização da empresa, que hoje é um grande orgulho nacional. Não há como retroceder, a Petrobras e o pré-sal são muito importantes para o Brasil, principalmente para o desenvolvimento e crescimento da educação e da saúde.

Vamos às ruas em defesa do pré-sal! E também vamos conscientizar as pessoas sobre a importância do papel da Petrobras em nosso país e da reeleição de Dilma para o Brasil continuar mudando, sempre para melhor.

Dilma vai levar o Plano Juventude Viva para todo o Brasil

Em ato em Nova Lima, Minas Gerais, pela promoção da igualdade racial, Dilma Rousseff assumiu, neste sábado (13) o compromisso de levar o Plano Juventude Viva(link is external) para todos os estados do Brasil.

Os homicídios são a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos no Brasil e atingem especialmente jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Os dados mostram também que mais da metade (53,3%) dos 49.932 mortos por homicídios em 2010 no Brasil eram jovens, dos quais 76,6% negros (pretos e pardos) e 91,3% do sexo masculino.

O Governo da Presidenta Dilma, lançou a primeira fase do Plano Juventude Viva, com ações voltadas para o estado de Alagoas. Sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República(link is external), por meio da Secretaria Nacional de Juventude(link is external), e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial(link is external), o Plano Juventude Viva(link is external) é fruto de uma intensa articulação interministerial para enfrentar a violência contra a juventude brasileira, especialmente os jovens negros, principais vítimas de homicídio no Brasil.

Construído por meio de um processo participativo, o Juventude Viva reúne ações de prevenção que visam areduzir a vulnerabilidade dos jovens a situações de violência física e simbólica(link is external), a partir da criação de oportunidades de inclusão social e autonomia; da oferta de equipamentos, serviços públicos e espaços de convivência em territórios que concentram altos índices de homicídio; e do aprimoramento da atuação do Estado por meio do enfrentamento ao racismo institucional e da sensibilização de agentes públicos para o problema.

Com a reeleição de Dilma, o Brasil vai ter Plano Juventude Viva em todos os estados e vai ficar ainda mais igual e mais seguro!

Dilma:”as universidades antes eram brancas, agora têm a cor do Brasil”

“Se existisse Bolsa Família na época em que minha mãe vivia na miséria, talvez os meus irmãos estivessem vivos”. A frase foi dita por Olívia Santana, do PC do B Afro, que tinha 8 irmãos. Quatro morreram – 2 deles num intervalo de uma semana. E um está desaparecido porque foi raptado.

A fala de Olívia (assim como sua realidade dramática) cabe na boca e na vida de milhões de mulheres negras que recebem o benefício. Foi uma frase forte, marcante, emocionante, uma das muitas ditas hoje no Ato pela Promoção da Igualdade Racial, que acabou de acontecer neste 13 de setembro em Nova Lima, na Grande BH, com a presença de Dilma Rousseff. Frases ditas por uma gente que sofreu por 500 anos, e começou a ser protagonista das ações de governo nos últimos 12.

Dilma também ouviu outra frase muito forte de Célia Gonçalves Sousa, representante dos povos de matriz africana, que falou sobre a relação entre Estado e religião: “Nós queremos um Estado que não reze, mas que nos permita rezar! E que permita aos ateus não rezar.”

Como se pode perceber, o evento rendeu muito o que se pensar.

Em sua fala, Dilma lembrou que, no censo de 2010, a maioria dos brasileiros se declarou negra. “A desvalorização do negro mudou na cabeça, no coração e na alma das pessoas. Isso é algo que o país conquistou pela luta dos movimentos negros”. A presidenta também destacou que mesmo após seu final, a escravidão deixou no país sua marca em forma de hierarquia perversa, que ainda existe: a exclusão social combinada com exclusão racial.

Dilma lembrou de algumas coisas das quais pode se orgulhar: o fato de Bolsa Família atender em sua grande maioria mulheres, e pessoas predominantemente negras; e nesse momento, a presidenta se dirigiu a Olívia, lamentando a época em que “o estado não tinha a sensibilidade de cuidar de uma mãe com filhos.”

A presidenta destacou que no Pronatec, mais de 70% dos 8 milhões de matrículas são de negros; a maioria dos beneficiados pelo ProUni é de negros; e graças ao sistema de cotas, “as universidades, que antes eram brancas, agora têm a cor do Brasil”.

Também falou que “a discriminação neste país passava por discriminação de oportunidades.  E quando eu vejo o filho do trabalhador negro virar doutor, eu fico muito feliz!”

Ela reconheceu que ainda há muito a ser feito, mas a mudança já começou. “Falta muito a se fazer na educação, porque a educação é fundamental para que tenhamos uma sociedade mais igual. O combate à discriminação começa lá na creche!” E completou: “[a educação] cria a consciência de cidadania, que faz com que as pessoas ergam a cabeça e saibam que todos nós somos brasileiros!”

A seguir, Dilma tocou num ferida profunda da sociedade brasileira: a violência contra o negro: ” eu apoio a lei contra os autos de resistência. A alegação de que o jovem negro foi morto porque resistiu. Não, ele foi morto porque foi morto. Essa violência é insuportável, indesejável e nós não podemos concordar com ela.”

Ao final dessa parte do discurso, um momento de descontração: uma mulher na plateia gritou: “Dilma, casa comigo!” A presidenta agradeceu e respondeu: “olha, eu não posso me casar ainda, mas posso lhe dizer que fiquei muito honrada com o convite!” ❤

Ao retomar o discurso, a presidenta voltou a cutucar adversários, ao lembrar que um presidente da república sofre pressão 24 horas por dia – e sobe e desce um Everest todo dia. “Se a pessoa não quer ser pressionada, ou criticada, não dá pra ser presidente da república. E a gente tem que entender por que um presidente não pode mudar de posição de 5 em 5 minutos.”

Dilma lembrou de quando foram aprovadas as leis de cotas nas universidades e no serviço público. Ela recebeu pressões contrárias de todos os tipos “Você tem que governar para todos, mas tem que dar atenção aos mais frágeis, não dá pra vacilar diante do Twitter” #indiretarecebida.

A presidenta também falou do pré-sal e do que o petróleo contido nessa camada do subsolo brasileiro representa. Concluiu: “Tem que acabar com essa história de que o pré-sal não é estratégico. Ele é estratégico, sim, e vai mudar esse país nos próximos dez anos!”

O discurso da presidenta foi encerrado com uma frase lapidar: “Se querem tirar o pobre do orçamento e colocar os bancos, nós não queremos e não aceitamos!”

Dilma pelo fim dos autos de resistência: “Essa violência é insuportável”

A presidenta Dilma Rousseff defendeu veementemente, mais uma vez, o fim dos autos de resistência, que tanto vitimam negros no Brasil. “Eu apoio a lei contra os autos de resistência, que são a alegação de que o jovem [em sua maioria] negro foi morto porque resistiu. Não, ele foi morto porque foi morto. Essa violência é insuportável, indesejável e nós não podemos concordar com ela.””, disse há pouco, durante Ato pelo Dia Nacional de Promoção da Igualdade Racial, em Nova Lima (MG).

Um projeto de lei na Câmara, de autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), determina a investigação de toda e qualquer morte e lesão corporal cometida por policiais durante ação policial. Atualmente, as mortes registradas nos autos de resistência – ou seja, resistências seguidas de morte – não são investigadas. Na prática, a aprovação do projeto tende a diminuir drasticamente o número de mortes em confrontos com policiais.

A proposta prevê a alteração de sete artigos do Código de Processo Penal, entre elas, o art 162. Uma vez aprovada, a perícia será obrigatória, bem como o exame da vítima, com documentação fotográfica e liberação do laudo em até 10 dias. Outra alteração prevista é do art 292, que determina o inquérito para esses casos, com envio imediato ao Ministério Público e à Defensoria Pública.

“Nós temos que criar uma cultura de paz. É inadmissível a violência contra o jovem negro, a mulher. Precisamos lutar contra a homofobia. Nós não vacilamos diante dessas questões”, declarou Dilma.

Uma das ações de enfrentamento é o programa Juventude Viva(link is external), sob coordenação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e Secretaria-Geral da Presidência da República. “Ele ainda não é suficiente pra impedir que a violência recaia sobre a juventude negra”, explicou a presidenta, mas que lembrou que uma mudança na consciência e o investimento em educação também ajudam a desenhar uma nova realidade já que o combate à discriminação começa com os pequenos, nas creches.